Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007

O Mar

  Eram nove horas em ponto quando entrei em casa.

  Um silêncio devastador fez-me parar num corredor de paredes brancas, o qual observei durante alguns segundos.

 

  A lua brilhava lá fora, numa cidade de prédios altos e grandes janelas em cada uma delas uma vida se reflectia. E lá mesmo ao fundo um grande oceano se estendia.

  Fui ate a cozinha, tinha fome então já sem paciência para fazer jantar fosse para quem fosse tirei um copo e a embalagem de leite e enchi o copo.

  De copo na mão dirigi-me ate a sala onde me sentei num sofá a olhar pela janela que se dispunha a minha frente.

 

  O relógio já marcava as onze quando me levantei do sofá e fui então para o quarto. Uma cama no meio do nada esperava por mim, seria só por mim que esperava?

  As horas passavam e eu não conseguia dormir, dava voltas e voltas com uma imensidão de perguntas que me assaltava a mente.

 

  Já era madrugada quando oiço a porta bater. Fechei os olhos e fingi que estava a dormir. Ouvi então passos ate que a porta do quarto se abriu, ouvi-te respirar eras tu.

 

  Dirigiste-te a casa de banho e passados alguns minutos sais-te, senti que me olhavas, então ouvi novamente os teus passos, senti a tua mão pousar levemente na minha cara e sussurraste umas palavras deste-me um beijo leve e deitaste-te ao meu lado.

 

  Já o sol ia alto quando acordei.

  Já não estavas lá. Levantei-me ensonada e fui ate á sala na esperança de ainda lá estares, mas não...

 

  Como já estava atrasada sai a correr e desci as escadas que andavam em caracol em torno do elevador. Sai porta fora e corri para a paragem mesmo em frente, tarde de mais.. Já o autocarro ia longe...Então suspirei e calmamente sentei-me e pus os fones nos ouvidos.

 

  O autocarro não chegava então levantei-me e com a brisa fria que corria andei por ai em busca do desconhecido ao som de musicas calmas que lentamente me mostravam a minha vida.

  O que estaria eu ali a fazer? Haveria alguma razão para estar ali?

Ou estaria só por estar?

 

  Peguei no telefone e marquei o número, impedido, eram sons consecutivos que marcavam segundos...

 

  Voltei para casa eram já quatro da tarde, farta de andar as voltas com perguntas. Mais uma vez sentei-me no sofá olhei a cidade mais uma vez...

 

                                                               ***

 

  Era já fim de tarde quando de livros á minha frente vi pousar no oceano uma bola de fogo que tornava a paisagem em tons de laranja e cor-de-rosa, criava um risco contínuo no seu todo levando ate a costa onde eu mais tarde me sentei.

  Enchi então as minhas mãos de areia e deixei que ela lentamente deixasse os meus dedos e caísse então finalmente. Deslizou suavemente como uma ampulheta que vai mostrando o tempo a passar.
 Senti então o mar a tocar os meus pés, levantei a cabeça para ver a beleza de tudo o que estava a minha volta.
  Levantei-me com os chinelos nas mãos e percorri junto ao mar ate uma rocha que se salientava, então parei e coloquei lá todas as minhas coisas sentei-me nela a sentir todos os salpicos  do mar.

 Respirei fundo, cheirando o ar salgado que pairava por toda a praia. Não restava ninguém numa praia imensa de areia branca, e com conchas espalhadas por todo o lado.
 Saltei da rocha e lentamente, vestida avancei em direcção ao mar já a agua me dava pela cintura quando uma onda gigante me engoliu, antes respirei fundo e ai depois de a onda passar senti-me viva senti em mim o frio, arrepiei-me, e então abri os braços, e assim fiquei.

  Ao longe via-se o sol a desaparecer num horizonte imenso que eu observava de braços abertos, encharcada.

  Então sai, sentei-me na areia sentindo pequenas picadas, passei as mãos molhadas em toda a areia á minha volta agarrei-a e espalhei pelo meu corpo.

  Fechei os olhos e ali adormeci em paz, ali fiquei a sentir o mar aos meus pés e a areia no meu corpo e então sorri era um sonho que me levava para alem de tudo.

 

                                                                  ***

 

  Ficara ali esperando o impossível...estendida no chão de olhos fechados.

 

  Ate que quando me preparava para ir uma mão quente tocou o meu corpo...abri os olhos eras tu olhavas para mim como quem olha para todo o mundo sorriste com o teu sorriso calmo e deitaste-te também.

 

  Deste-me a mão. E mais uma vez calmamente beijaste-me num beijo que me levou de volta para o mar. E ai como quem troca alianças trocamos as nossas vidas.Com simples beijos e palavras, que nunca esquecerei.

Escrito por Madalena em 17:52:09 | Link permanente | Comments (0) |

Domingo, 04 de Novembro de 2007

Minutos

Era uma sensação estranha que invadia todo o teu ser, todo o teu corpo, sentias-te então cansado.
Olhei-te nos olhos e via-te toda a mágoa a desaparecer, não percebi por que mas aos poucos os teus olhos mais uma vez disseram-me o que se passava.
Rias-te da vida como ela um dia se rira de ti. Então encharcado correste para o mundo para o abraçares, mas quando levantaste a cabeça era tarde de mais.
 Corri a traz de ti, e gritei.
 Ajoelhei-me ao teu lado as lágrimas rolavam-me pelo rosto, chorava compulsivamente ate que me agarraram e me afastaram de ti.

 Sentada numa pequena cadeira branca num cubículo cheio de gente esperava ansiosamente.
 Apareceu um homem todo vestido de branco, olhou de relance para mim e chamou o meu nome, instantaneamente levantei-me e seguiu ate uma sala ao fundo de um corredor.
 Ele pediu que me sentasse, baixou a cabeça e sentou-se também. Lentamente levantou os olhos e disse-me então que ainda havia hipóteses. Sorri.

 Levantou-se e mais uma vez segui-o, desta vez ate um quarto que no meio tinha uma cama com uma mesa ao lado.
Ai estavas tu. Deitado.
Puxei uma cadeira e sentei-me ao teu lado, agarrei a tua mão. Falei..falei..
Perguntava-me se me ouvirias.

 Já estava pronta para deixar o quarto quando a tua mão agarrou a minha e prenuncias-te umas palavras.
Então fiquei..
 Abriste os olhos e olhaste-me nos olhos pediste então desculpa, e ai choraste, choraste o que perdeste..choraste ter deixado tudo para trás por apenas minutos de felicidade.
A cabeça pesava-te e os teus olhos brilhavam, e tu choravas como á muito não choravas, pediste que eu ficasse e fizeste-me prometer que nunca te deixava.

 E eu nunca te deixei.

Escrito por Madalena em 21:16:04 | Link permanente | Comments (1) |

Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007

Passado

Olhei o céu, estava escuro, demasiado escuro para te ver diante de todas as nuvens. Diante do mundo.
Nem as saudades me levaram a ti nem todos os sorrisos e lágrimas te conseguem encontrar. Estás demasiado longe.
No meio de toda a multidão que passava diante de mim, atarefados, com sonhos despedaçados, e sorrisos incuráveis, a única pessoa que eu via foste tu. A única pessoa que me sorrio com um sorriso verdadeiro foste tu. Eras demasiado perfeito, não te consigo descrever com palavras apenas com gestos que n te conseguirem algum dia mostrar. Eras a imagem de uma vida de um dos tais sorrisos incuráveis e perfeitos, como tudo em ti.
Eram gestos que trocavas comigo. Eram..

Mudas-te o som do meu nome, foi este refrão que durou foi este que me mostrou o que sentia, e, passados todos estes meses ainda cá estas..comigo. Mas não dessa maneira..

Todas as pessoas á minha volta pareciam meros desconhecidos, parecia então não encontrar o sentido de tudo o que me mostras-te acreditar todos pareciam menos que tu.


O mais provável é eu ser apenas um grão de areia em todo o teu deserto, mas tu não és apenas um no meu.
Fizeste-me esquecer o que eu devia esquecer, voar por todo o teu reino e sobrevoar toda a tua vida, eras mais do que algum desconhecido eras mais do que apenas uma mera pessoa, tudo foi mais do que apenas uma mera coincidência, tudo foi mais do que tudo o que todos possam pensar.

Escrito por Madalena em 22:40:54 | Link permanente | Comments (0) |

Vida

Era um barulho constante que a mim nada me dizia.
No meu mundo e longe do teu,vi marcado no ceu a persença de algo distante.Um risco marcava cada fase de um vida.Não sei de quem seria,n sei de quem poderá ser..
Mas n era um sorriso que por traz de tudo se escondia,era uma lagrima,rolava o rosto de alguem infeliz e desperdiçava algo demasiado importante.

Entao levanteime,tds me olharam com um olhar de pena talvez por ir tentar ajudar alguem que n tinha ajuda possivel.Sai e desci ate ao piso inferior chegando entao a um espaço vazio onde corri sem rumo,pois aquilo que eu queria era acreditar que todos conseguiam aquilo que queriam,todos conseguiam aquilo que desejavam,e entao persebi que algo que eu desejo talvez seja demasiado,talvez seja pedir demasiado da vida,demasiado de mim,pergunto-me pq alguns conseguem e outros não.

Senti entao um saudade de algo q marcava o passado.Algo de que me lembrei que amava,e que secalhar me deslumbrei e deixei de amar para amar outras coisas..

Era um espaço vazio onde alguem apagara uma memoria, um sorriso que lutava pelo que mais queria no mundo um desejo inquebravel de uma unica vida,que a pouco e pouco se foi culocanto um tijolo para construir a futura casa onde queria viver, era algo que n teve capacidade para se acabar de construir algo que a meio se desmoreno.

Agora que olhei para traz senti a falta de algo que agr mesmo to a reconstruir porque é algo que marca a minha vida algo que nunca deixara de marcar,e é algo do qual nunca vo desistir.

Escrito por Madalena em 22:40:23 | Link permanente | Comments (0) |

Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007

Pergunta

Era longe mais longe que tudo que eu alguma vez tinha conseguido. Ainda mais longe que todo o ceu de estrelas que eu numa Noite observei a teu lado,a teu lado estava.

 Era tempo precioso, tempo que gastei pensando noutras vidas.

Eram entao tres ou talvez quatro horas da tarde quando passado muito tempo os nossos olhares se voltaram a cruzar.Perguntei-me porque,aquelas perguntas que uma pessoa como eu faz depois de um momento que já viveu,perguntando quando seria que acabava,não iria ter a resposta, ou iria?

Eu queria mas n to podia perguntar. E entao,perguntei o porque de todas as perguntas.Não sei se obti uma resposta..pelo menos concreta.

Pergunta:

Pergunta,algo..

Pergunta se sim..

Pergunta se gosto..responderte-ei que n sei..

Pergunta se algum dia saberei..responderte-ei que so tu me podes dar essa resposta

Perguntarte-as como poderas responder a uma pergunta á qual a resposta so eu te poderei dar.Mas eu n posso.

Porque tu es a minha resposta.

 

 

Mady

Escrito por Madalena em 22:01:48 | Link permanente | Comments (0) |

Sábado, 15 de Setembro de 2007

Partida

Era cedo, para poder viver os ultimos momentos ali.Os ultimos momentos contigo,com todos vcs.

Porque partiria em breve partiria e deixaria tds para traz, pois tinha que voltar.

Entao dps de de tds os momentos, segundos antes de partir sorriste-me e olhas te me nos olhos.So me apteceu abraçar-te mas n podia porque tudo o que eu queria,tudo o que precisava era mais um dia contigo.

Entao subi alguns degraus que me traria de volta aonde pertenxo,as saudades ficaram e uma lagrima caiu,gritei por ti mas eu n sabia o teu nome.Não me ouviste.

Entao fui.Avançamos e deixei-te para traz.Queria correr de volta mas n podia,queria-te aqui mas tu n estavas,queria ver outra vez o teu sorriso mas mais uma vez..tu n estavas la.

Admirei o que fazias e eu ainda n conseguia.Pois tu mais uma vez sorriste para mim.Como se me ensinasses.

Mudaste o que eu sentia,mudas-te-me..

Tenho saudades,quero-te aqui.Foram meros passos que nos separaram.O nome que ambos escrevemos na areia foi apagado por uma onda,que nos separou.E entao n tivemos oportunidade de dizer adeus.

 

Mady

 

Escrito por Madalena em 22:27:56 | Link permanente | Comments (0) |

Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007

Memorias

Era um monte talvez alto.Corria uma brisa fria,que trazia e levava memorias,memorias inesqueciveis.

Memorias que me faziam respirar fundo para n chorar,memorias que um dia me fizeram chorar uma noite,memorias que nunca voltaram,pois foram com a brisa fria,e entao tudo voou e pareceu apetas uma parte de mim uma parte de tudo,uma parte de todos os sentimentos que talvez tenha sentido ate entao.

Meras memorias que as vezes me fazem talvez voar ir mais longe mas que hoje se desvaneceram no meio de tudo o que parece possivel de descrever pois agr tudo mudou tudo parece extremamente impossivel, extremamente longe para alguem neste mundo alcaçar ou trazer de volta.

Pois,talvez sempre tenha dito que sorrir era a melhor soluçao mas j n sei,pois as vezes as duvidas envadem o meu ser a minha pessoa e torna-se insuportaveis ao ponto de gritar a plenos pulmoes para me fazer ouvir,pois as vezes sorrio talvez por sorrir, so por fazer um sorriso,nada muda.

Entao sorrio para tentar reviver todas as memorias que restam mas n consigo,esta tudo demasiado longe demasiado dificil demasiado assustador,demasiado...

Num choro profundo choro a perda de algo talvez nd importante pois tudo o que é importate tenho.Entao mais uma vez tento sorrir e respirar fundo por uma musica que me anime mas é dificil de concretizar alguns sonhos.

Por tudo isso digo que perdi algo e tb talvez tenha ganho alguma coisa.

No meio de um soluço sorge uma gargalhada,que me faz pensar o que realmente importa.

Entao levanto os olhos,talvez para lutar pelo o que quero ou talvez para seguir em frente.

Entao a brisa fria corre,tentando levar o que resta mas n a deicho nem nunca deicharei pois a verdade é que com todas as forças desejo que tudo n passe de um sonho,um simples sonho.

Algo ireal em que tudo se tornou de um segundo para o outro.

Entao num sono perfundo penso se talvez acreditasse naquilo que sinto e fize-se algo por isso.

Tenho saudades dos dias em que acordava e sentia desejo de estar ai,desejo de te ver,desejo de te beijar,sera que nd passou de um mero desejo?de um mero sonho em que acordei pensando na realidade,pensado mais uma vez em ti e em mim,pensando que talvez feliz era uma incognita que n significava nd..

Mas o meu desejo é ser Feliz.

Mas um dia ei de saber todas as respostas, pois quem sabe, um dia.Eu quero-te aqui comigo,por isso peço-te e pergunto-te, porque?

Escrito por Madalena em 18:36:41 | Link permanente | Comments (0) |

Domingo, 19 de Agosto de 2007

Anjo

Foi então no fim de todas as palavras, olhei o silencio dos teus olhos.

Senti a tua presença na escuridão de um toque.

Foi no silêncio das tuas palavras e no murmúrio dos teus sentimentos que sorri.

A brisa fria passou quando tocas-te o céu, e desceste para dizes que estava tudo bem.

Procurando então nos teus gestos a resposta á tua pergunta.

Correste respirando o teu ar que te fazia feliz, mesmo sabendo que nunca saberias tudo sobre tudo, mesmo sabendo que a resposta estava longe do teu alcance, longe de ti.

Paras-te no escuro, pensando que era uma sombra, foi então que fechas-te os olhos e fizeste um esforço para sorrir.

Abriste os olhos e ergueste a cabeça, desta vez gritaste, mas ninguém te ouviu, seria então o teu ser, fruto da tua pergunta?

Seria então eu a resposta ás tuas perguntas?

Corri em teu alcance para te abraçar e agora sim, dizer que estava tudo bem.

Corri por entre tudo o que se opôs, caindo, mas levantando-me, enquanto que se ouvia a tua voz longe de tudo.

Demasiado longe para ser alcançado.

 Nesse momento olhei para a nuvem que pousava a montanha.

Fiquei parada durante os segundos que se seguiram.

Mas não, não era fruto da minha imaginação.

Tu estavas lá, acima de tudo.

Assima de todas as realidades eras tu.

Em todos os momentos em que me ouviras chorar, que me abraçaras, que sorrias e vivias comigo, nunca pensara.

Então no alto das nuvens, olhaste-me nos olhos, e, mais uma vez na tua vida sorriste.

Foi então que tive a certeza.

Eras um Anjo.

 

Escrito por Madalena em 20:48:35 | Link permanente | Comments (1) |

Segunda-feira, 04 de Junho de 2007

Desencontro

Mergulhei no infinito dos teus pensamentos, no infinito dos teus sentimentos, fechei os olhos e dei-te a mão, sabia que estava a fazer o que eu queria o que nos queríamos, o que também todos queriam, mergulhamos ambos num mar cheio de sentimentos profundos que nos união lado a lado passamos tempos, lado a lado sorrimos, lado a lado fiz-te sorrir, lado a lado descobri que nem sempre é difícil, ao teu lado percebi que eras tu, percebi que éramos nós, percebi que aquela estrela que olhei a pensar em ti não era só aquela estrela, eras tu a olhar por mim, eras tu a sorrir-me.

 

Depois de todos estes momentos, no fim de tudo acabei com a minha mão presa a tua numa divida que fez o meu dia brilhar. Uma divida que nos separo para sempre.

 

Uma divida que pôs tudo em sua perspectiva, que pôs o mundo a girar para o lado certo, que pôs o mar calmo e nos fez seguir em frente, que nos fez ficar por ali e parar a aragem que passava.

 

Sei que me disseste que me amavas mas n passo de dizer, sei que me deste a mão mas que n passo disso.

 

Então vim novamente a superfície de mãos dadas, onde os dedos se desentrelaçaram, e me separei de ti, onde as lágrimas me escorreram pela cara, onde tu me beijas-te e me pedis-te desculpa.

 

Onde percebi o que significava para ti, e o que tu significavas para mim.

 

Sabias que sorrir era aquilo que eu queria, mas n conseguis-te, o teu amor n chego para me abraçar todos os dias.

 

Larguei a tua mão ergui a cabeça e disse adeus.

 

                                             Mady*

Escrito por Madalena em 19:05:45 | Link permanente | Comments (2) |

Quinta-feira, 31 de Maio de 2007

Perguntas estúpidas - Respostas idiotas

 "Entro numa festa. Alguém que me conhece vê-me, aproxima-se de mim e, da forma mais natural e 
imbecil que consegue pôr, diz: 
"'Tão, vieste à festa?" -Não, ainda estou em casa. 
Daqui a uns 15 minutos estou aí...  
4 da manhã. Telemóvel toca (e vibra). Atendo e, naquela voz de sono que uma pessoa normalmente 
tem quando estava tão bem a dormir até ser bruscamente acordada, pergunto: "Sim?". 
Do outro lado: "Estavas a dormir?" - Não... Estava à espera que ligasses... 
Último piso do parque de estacionamento. 
Uma mulher a correr para vir no mesmo elevador que eu e, quando chega, pergunta: 
"Vai subir?" - Não, isto agora anda de lado... 
Vou ao Banco para levantar um cheque e a mulher da caixa pergunta-me "Vai levar em dinheiro?"
 - Não... Vou levar em clips, borrachas e apara-lápis... 
Um dia numa loja, um amigo meu puxa dum cigarro e vem um segurança ter com ele e pergunta: 
 "O senhor fuma?" O meu amigo: "Não... Eu apenas gosto de bronzear os pulmões..." 
No outro dia estava um prédio a arder perto da casa dum primo meu e vira-se um senhor para mim: 
 "É um fogo?" - Não... É a minha tia a assar sardinhas...  
Na berma da estrada, com o capot levantado a deitar fumo do motor. 
Há um gajo que pára o carro para ver se estou bem, mas ele faz a inevitável pergunta: 
 "'Tão, o seu carro avariou?" - Não. O carro queria um cigarro por isso encostei... 
Estava numa loja para comprar uns boxers. Coloquei-os no balcão... E a rapariga por detrás do balcão pergunta: 
"Vai comprar isto?" - Não, vou roubá-los. Só lhos queria mostrar antes de sair da loja... 
Fico até tarde na faculdade ou assim e vem um colega que me vê e diz 
"Ainda aqui estás?" - Não... Já saí há uns 10 minutos. " 
Escrito por Madalena em 14:05:35 | Link permanente | Comments (2) |